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Ministério da Saúde orienta vacinados contra dengue após suspensão temporária do imunizante do Butantan

Pessoas imunizadas nos últimos 21 dias devem ficar atentas a sintomas e procurar atendimento médico em caso de reações adversas

Publicada em 10/06/26 às 08:03h - 121 visualizações

por Rádio Gospel Semeai


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O Ministério da Saúde reforçou nesta semana as orientações para as pessoas que receberam a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, após anunciar a suspensão temporária da aplicação do imunizante em todo o país.

A medida foi adotada de forma preventiva depois que 42 pessoas apresentaram sintomas considerados graves após a vacinação. Desses casos, três pacientes precisaram ser internados e dois morreram. As ocorrências estão sendo investigadas por especialistas para determinar se existe relação direta entre os eventos adversos e a vacina.

Segundo o governo federal, a suspensão tem caráter cautelar e não significa que o imunizante tenha perdido sua eficácia ou que represente risco comprovado para a população vacinada.

O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, destacou que as pessoas que já receberam a vacina continuam protegidas contra a dengue.

“É importante lembrar que essa vacina tem eficácia comprovada. Todas essas pessoas que estão vacinadas estão protegidas conforme a proteção que é dada pela vacina”, afirmou em entrevista à Rádio Nacional.

Atenção especial para vacinados nos últimos 21 dias

De acordo com o Ministério da Saúde, os indivíduos que receberam a vacina nos últimos 21 dias devem permanecer atentos ao surgimento de sintomas compatíveis com dengue ou reações adversas.

Nesse período ocorre a chamada “viremia vacinal”, fase em que o organismo ainda mantém contato com a versão atenuada do vírus presente na vacina. O mecanismo é considerado normal e faz parte do processo de estimulação do sistema imunológico para a produção de anticorpos.

Embora os eventos graves registrados sejam considerados raros, as autoridades sanitárias orientam que qualquer sintoma suspeito seja comunicado imediatamente aos serviços de saúde.

Entre os sinais que exigem atenção estão:

  • Febre;
  • Dor no corpo;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Sinais de sangramento;
  • Náuseas e vômitos;
  • Mal-estar persistente.

“Se porventura tiverem algum desses sinais ou sintomas, elas devem procurar um serviço de saúde e buscar assistência médica”, orientou Eder Gatti.

Vacinados há mais de 21 dias não precisam se preocupar

O Ministério da Saúde esclarece que as pessoas imunizadas há mais de 21 dias não necessitam de acompanhamento especial nem precisam procurar atendimento médico caso estejam sem sintomas.

Segundo o diretor do PNI, após esse período não há evidências de risco relacionado à vacinação.

“As pessoas que foram vacinadas há mais de 21 dias estão fora de qualquer tipo de risco e, inclusive, protegidas contra a dengue”, explicou.

Vacina apresenta proteção contra casos graves

Mesmo diante da suspensão temporária, o Ministério da Saúde reforça que a decisão não invalida os resultados positivos obtidos nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante.

Dados apresentados pelo Instituto Butantan apontam que a vacina é capaz de reduzir em cerca de 65% a ocorrência da doença e oferece proteção superior a 80% contra casos graves e hospitalizações.

As autoridades ressaltam que a interrupção da vacinação segue protocolos internacionais de farmacovigilância, adotados sempre que surgem eventos inesperados que exigem investigação aprofundada.

Mais de 500 mil pessoas já foram imunizadas

Até o dia 30 de maio, mais de 501 mil brasileiros haviam recebido a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

O imunizante foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano e começou a ser aplicado inicialmente em três municípios-piloto:

  • Botucatu (SP);
  • Maranguape (CE);
  • Nova Lima (MG).

Nessas cidades, a vacinação foi direcionada para adolescentes e adultos com idade entre 15 e 59 anos, faixa etária aprovada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Posteriormente, a estratégia foi ampliada para a região de Araguaína, no Tocantins, e para profissionais da atenção primária à saúde em diversas localidades do país.

Imunizante passou por rigoroso processo de avaliação

Antes de ser incorporada ao SUS, a vacina do Instituto Butantan passou por todas as etapas exigidas pelos órgãos reguladores brasileiros.

Durante os estudos clínicos, mais de 11 mil voluntários participaram dos testes e foram acompanhados por um período de até cinco anos. Após a conclusão das pesquisas e análise dos resultados, a vacina recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agora, com a identificação dos eventos adversos graves, o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan conduzem uma investigação detalhada para avaliar fatores clínicos, condições preexistentes, possíveis riscos individuais e outras hipóteses que possam explicar os casos registrados.

A expectativa é que os estudos permitam esclarecer as causas dos episódios e definir os próximos passos da estratégia nacional de vacinação contra a dengue.

 Fonte: Com informações Agencia Brasil




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