

O Governo do Estado de confirmou a quinta morte por febre amarela registrada em 2026. O caso mais recente ocorreu no município de, na região de Bauru, e teve confirmação laboratorial divulgada nesta segunda-feira (1º).
A vítima foi um homem de 54 anos que não possuía histórico de vacinação contra a doença. O caso reforça o alerta das autoridades sanitárias sobre a importância da imunização, considerada a principal forma de prevenção contra a febre amarela.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde, São Paulo contabiliza dez casos confirmados da doença neste ano. Destes, oito foram registrados na região do Vale do Paraíba, com cinco óbitos; um na região de Sorocaba, sem morte; e um na região de Bauru, que resultou em óbito.
Um dado que chama a atenção das autoridades é que nenhuma das pessoas infectadas havia recebido a vacina contra a febre amarela.
Vacinação é a principal forma de prevenção
A diretora do (CVE-SP),, destacou que a imunização continua sendo a medida mais eficaz para evitar casos graves e mortes.
“A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Quem ainda não se vacinou deve procurar o posto mais próximo, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus”, afirmou.
As autoridades recomendam que a vacina seja aplicada pelo menos dez dias antes da exposição a áreas de risco, período necessário para que o organismo desenvolva proteção adequada contra a doença.
A imunização faz parte do calendário nacional de vacinação e está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o estado.
Tatiana Lang também reforçou que a população não deve esperar o surgimento de novos casos para buscar proteção.
“Não é preciso esperar a confirmação de novos casos para buscar a vacina. A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, ressaltou.
Sintomas exigem atenção imediata
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus transmitido por mosquitos infectados. Os primeiros sintomas costumam surgir de forma repentina e incluem:
Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para insuficiência hepática e renal, hemorragias e até levar à morte.
Por isso, pessoas que apresentarem sintomas após viagens ou permanência em áreas de mata devem procurar atendimento médico imediatamente.
Como ocorre a transmissão
A febre amarela possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano.
No ciclo silvestre, predominante no Brasil, o vírus é transmitido por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que circulam em áreas de mata. Nesses ambientes, os primatas não humanos, como macacos, também podem ser infectados e funcionam como importantes indicadores da circulação viral.
Já no ciclo urbano, a transmissão ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue, chikungunya e zika. Embora o Brasil não registre transmissão urbana da febre amarela desde 1942, as autoridades sanitárias mantêm vigilância permanente para evitar o retorno desse ciclo.
Autoridades reforçam medidas preventivas
Além da vacinação, especialistas recomendam o uso de repelentes, roupas de manga comprida, calças e calçados fechados para pessoas que frequentam áreas de mata ou regiões com circulação do vírus.
A Secretaria da Saúde reforça que a vacinação continua sendo a medida mais segura e eficaz para impedir a disseminação da doença e evitar novos casos graves e óbitos no estado.
Fonte: Com informações Agencia Brasil