

A Justiça de Israel decidiu, nesta terça-feira (5), prorrogar até o próximo domingo (10) a prisão preventiva do brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek. A decisão foi tomada durante audiência realizada na cidade de Ashkelon, onde ambos permanecem detidos após ação relacionada à chamada “Flotilha de Gaza”.
Os ativistas foram interceptados na costa da Grécia enquanto participavam de uma iniciativa que buscava romper o bloqueio à Faixa de Gaza. Ao todo, 20 embarcações foram abordadas pelas autoridades. A maioria dos participantes foi deportada de volta à Grécia, com exceção dos dois detidos.
Segundo o governo israelense, Saif Abu Keshek é investigado por possível ligação com organização considerada terrorista. Já Thiago Ávila é apontado por envolvimento em atividades classificadas como ilegais. O caso provocou reações diplomáticas dos governos do Brasil e da Espanha.
Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que o brasileiro teria manifestado apoio a grupos armados no Oriente Médio.
— Ávila expressou publicamente apoio a diversas organizações terroristas, incluindo o Hezbollah, o Hamas e o regime iraniano — declarou a pasta.

O governo israelense também mencionou a presença de Ávila no funeral de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah morto em 2024, além de citar outras ocorrências envolvendo o ativista em diferentes países.
— Ávila foi implicado em múltiplas alegações de corrupção e enfrentou acusações de conduta inadequada com mulheres que participavam da flotilha. Ele também foi detido brevemente para interrogatório nos últimos meses em aeroportos da Bélgica, Panamá, Tunísia e Argentina — acrescentou o ministério.
Em resposta, os governos do Brasil e da Espanha classificaram a detenção como irregular e cobraram providências imediatas das autoridades israelenses.
— Os governos do Brasil e da Espanha exigem o retorno imediato de seus cidadãos, com plenas garantias de segurança, além do acesso consular para assistência e proteção — informaram, em posicionamento conjunto.
O caso segue em acompanhamento pelas autoridades diplomáticas e pode gerar novos desdobramentos nas relações entre os países envolvidos.
Fonte: Informações Pleno News.