

A evangelista norte-americana Whitney Lynn, de 40 anos, foi retirada de um voo da Alaska Airlines na última quinta-feira (30), no Aeroporto Internacional de Orlando, na Flórida (EUA), após fazer uma breve pregação aos passageiros durante um atraso no embarque. O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais depois que a própria religiosa divulgou vídeos relatando o ocorrido.
Segundo Lynn, a mensagem durou menos de um minuto e teve como objetivo levar uma palavra de esperança aos passageiros enquanto aguardavam a decolagem do voo com destino a San Diego, na Califórnia.
Durante a fala, a evangelista afirmou que, apesar do atraso, "o tempo de Deus é perfeito" e sugeriu que a demora poderia representar proteção contra algum eventual perigo. Ela também falou sobre o amor de Jesus e incentivou os presentes a confiarem em Deus.
Pouco depois da mensagem, uma comissária de bordo chamou sua atenção. Em seguida, um funcionário da companhia aérea solicitou que ela recolhesse seus pertences e deixasse a aeronave.
Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, o funcionário informa que a retirada ocorreu porque "as tripulações não se sentem seguras com você". Ao desembarcar, Whitney Lynn classificou a situação como uma "guerra espiritual", afirmando que sua retirada ocorreu por causa da mensagem cristã.
"Os demônios não gostam do nome de Jesus", declarou a evangelista em uma das gravações divulgadas em seus perfis.
Vídeos alcançaram milhões de visualizações
Após o incidente, Lynn publicou diversos vídeos mostrando sua conversa com funcionários da companhia aérea e com policiais que atuavam no aeroporto. Em outra gravação, ela aparece comunicando aos passageiros, já no portão de embarque, que havia sido retirada do voo.
As imagens rapidamente repercutiram nas redes sociais, e um dos vídeos publicados pela evangelista ultrapassou a marca de três milhões de visualizações no Instagram, gerando intenso debate entre internautas sobre liberdade religiosa, regras de conduta em voos comerciais e segurança da aviação.
Companhia cita protocolo de segurança
Em nota, a Alaska Airlines informou que a decisão de retirar a passageira foi baseada em avaliações da tripulação sobre a segurança da operação.
Segundo a empresa, os funcionários ficaram "cada vez mais preocupados" com o comportamento da passageira durante o embarque.
A companhia afirmou ainda que Whitney Lynn foi impedida, por tempo indeterminado, de embarcar em voos operados pela Alaska Airlines enquanto o caso permanece sob análise.
"A passageira foi solicitada a desembarcar da aeronave por motivos de segurança. Por tempo indeterminado, ela não poderá viajar em nossos voos", informou a empresa.
Viagem era para funeral
Whitney Lynn informou que viajava para a Califórnia, onde participaria do funeral de um seguidor. Após ser retirada do voo, conseguiu remarcar a viagem.
Entretanto, posteriormente recebeu uma notificação informando que também estava temporariamente impedida de embarcar em aeronaves da Hawaiian Airlines e da Horizon Air, empresas pertencentes ao mesmo grupo da Alaska Airlines, até a conclusão da análise interna sobre o ocorrido.
A companhia ofereceu crédito referente à passagem, mas a evangelista afirmou que, diante da suspensão, não consegue utilizá-lo.
Evangelista pretende recorrer
Whitney Lynn declarou que pretende buscar assistência jurídica para contestar a decisão da companhia aérea.
Apesar do episódio, ela afirmou que continuará compartilhando sua fé durante viagens, dizendo considerar essa prática parte de sua missão como evangelista.
O caso provocou discussões nas redes sociais entre defensores da liberdade de expressão religiosa e aqueles que ressaltam que empresas aéreas possuem autonomia para adotar medidas preventivas quando entendem que determinada situação pode comprometer a ordem ou a segurança durante um voo.