

O pastor Elizeu Oliveira, conferencista que já ministrou em 29 países, passou quatro dias na Ucrânia entre os dias 17 e 20 de outubro. Ele foi enviado pela Convenção de Igrejas e Ministros de Portugal e Outros (Cimadepo) para visitar líderes cristãos e conhecer de perto a realidade de quem vive em um país ainda em guerra.
Em entrevista ao Pleno.News, o religioso relatou que durante a viagem, esteve na cidade de Uzhhorod, na fronteira com a Eslováquia. Esta foi a primeira vez que o pastor Elizeu Oliveira esteve em um país em guerra em seus 25 anos de ministério. Ele contou que, por causa do espaço aéreo estar fechado, foram mais de 30 horas de viagem desde que saiu de Portugal, até a cidade onde estave hospedado.
Lá, participou de cultos e ações sociais ao lado de pastores locais, entre eles o anfitrião Oleksiy Rudenko, do Ministério Calvário. No sábado, acompanhou o pastor Robert na distribuição de alimentos e na ministração de palavras de fé a famílias que perderam parentes no conflito.
– Foi um impacto muito forte, pois encontrei vários pastores e líderes evangélicos de diferentes denominações. Pude ver a coragem, a resiliência e a fortaleza deles. O vocabulário não tem maledicência, mas fé e esperança em Cristo – relatou Elizeu.
– Vi de perto mulheres viúvas de seus maridos, mães que perderam seus filhos. É uma situação caótica que a Ucrânia vive, resultado do coração maligno do ditador Putin. Esta é uma guerra movida pela arrogância de um só homem – declarou.
O pastor contou ainda que sua ida ao país foi o cumprimento de uma palavra que recebeu de Deus no dia em que começou a invasão russa: 24 de fevereiro de 2022. Desde então, passou a orar diariamente pela Ucrânia e, tempos depois, recebeu convites de pastores ucranianos para visitar o país.
O pastor brasileiro afirmou que o que mais o impressionou foi a coragem e a fé do povo.
– Além das atrocidades na nação pela invasão russa, o que mais me marcou foi o coração do povo ucraniano. Você entra nos comércios, entra nos transportes públicos, e vê o carisma e a amabilidade do povo. O olhar deles transmite esperança de que isto irá terminar e que haverá o renascer da Ucrânia – relatou.
Segundo Elizeu, os cristãos locais vivem a fé de forma intensa.
– Nossos irmãos ucranianos estão vivendo o Evangelho em sua expressão bíblica de Romanos 8:38,39: “Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro…”. Os cultos são dinâmicos, de adoração plena, com um ambiente saturado da glória e da unção do Espírito Santo. No momento da Palavra não há distração; todos querem ouvir o que Deus tem a dizer através de Sua Palavra – disse.
Ao refletir sobre a experiência, o pastor afirmou que a viagem mudou sua forma de enxergar o sofrimento e a responsabilidade da Igreja diante das crises mundiais.
– Me ensinou que pouco nos preocupamos quando o problema está distante de nós. Pouco acreditamos, na prática, que a oração funciona como nos tempos do Antigo Testamento, quando se orava para parar uma guerra, e por isso não oramos com fervor até que os céus tragam respostas contundentes. Me ensinou também que, quando pedimos a Deus para dar direção, nós devemos nos preparar e colocar os pés em movimento – revelou.
E continuou:
– Essa viagem me trouxe um peso de responsabilidade, pois o Brasil tem milhares de pregadores, e logo eu, o mais pequeno, fui levado para uma nação cujo olhar do mundo está sobre ela, e cuja situação pode desencadear uma terceira guerra mundial, se não for resolvida a tempo [de acordo com analistas geopolíticos]. É tempo de orar!
Com informações Pleno.news