

Profissionais da Educação Municipal de Goiânia iniciaram uma greve nesta terça-feira (12) e realizaram uma manifestação em diferentes regiões da capital. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), reivindica melhorias na rede municipal de ensino, valorização profissional, implementação do plano de carreira para servidores administrativos, pagamento da data-base de 2026 e avanços nas políticas de inclusão escolar.
O movimento teve início no Cepal do Setor Sul, onde trabalhadores da educação se concentraram antes de seguir em caminhada por diversos pontos da cidade. Durante o percurso, representantes do sindicato dialogaram com servidores da educação, pais de alunos e a comunidade escolar sobre as reivindicações da categoria.
A manifestação foi encerrada em frente ao Ministério Público de Goiás (MPGO), onde o Sintego protocolou um pedido de intervenção na rede municipal de ensino. Segundo o sindicato, a mobilização já apresentou resultados, entre eles o encaminhamento do projeto de reajuste do piso salarial dos profissionais da educação para apreciação na Câmara Municipal de Goiânia.
O Sintego informou ainda que permanece aberto ao diálogo com a Prefeitura de Goiânia e espera avançar nas negociações para encerrar a paralisação. A previsão é de que o movimento continue até o próximo dia 19, com mobilizações nas unidades de ensino e ações de divulgação por meio de panfletagem e campanhas informativas.
De acordo com a entidade, a greve busca chamar a atenção para demandas consideradas históricas da categoria, especialmente relacionadas às condições de trabalho, estrutura das escolas e valorização dos profissionais da educação pública.
SME afirma que apenas 11% das unidades foram afetadas
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que acompanha o cumprimento da decisão liminar expedida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que determina a manutenção mínima de 70% dos servidores da educação em atividade, principalmente na Educação Infantil e nos serviços de alimentação escolar.
A liminar também estabelece que o sindicato apresente, no prazo de 24 horas, um plano de continuidade das atividades educacionais. Segundo a decisão judicial, o direito de greve deve respeitar a continuidade dos serviços públicos essenciais e o interesse coletivo.
O documento ainda proíbe atos que impeçam o funcionamento das escolas ou dificultem o acesso a prédios públicos, sob pena de aplicação de multa diária.
A SME afirmou que apenas 11% das unidades educacionais tiveram suas atividades afetadas pela paralisação nesta terça-feira. Apesar disso, a secretaria reforçou que segue aberta ao diálogo e às negociações com a categoria.
“A prioridade da administração municipal é garantir a continuidade das aulas e o atendimento aos estudantes da rede pública municipal”, destacou a pasta em comunicado.
A greve dos profissionais da educação ocorre em um momento de debates nacionais sobre valorização do magistério, investimentos na educação pública e melhoria das condições de ensino nas redes municipais e estaduais de todo o país.
Fonte: Informações Mais Goias.