

Uma associação criminosa especializada em furtos de equipamentos de agricultura de precisão foi alvo da Operação Ciclo Fechado, deflagrada na segunda-feira (29) pela Polícia Civil de Goiás. A quadrilha atuava de forma organizada e sofisticada, chegando a revender os próprios equipamentos furtados às vítimas. A ação policial ocorreu simultaneamente em Goiânia, Goianira, Rio Verde e Itumbiara, com o cumprimento de mandados de prisão temporária, buscas e apreensões, além do bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos investigados.
De acordo com as investigações, o grupo planejava previamente os furtos e, em seguida, criava empresas de fachada para oferecer os equipamentos aos produtores rurais como se fossem novos ou de procedência legal. O esquema tinha como principal alvo propriedades rurais no interior do estado e começou a ser desvendado após sucessivos registros de furtos em uma fazenda no município de Buriti Alegre, de onde foram subtraídos monitores, antenas de GPS e outros dispositivos utilizados na agricultura de precisão.
Segundo a Polícia Civil, após a prática do crime, os suspeitos voltavam a entrar em contato com as próprias vítimas. Utilizando nomes falsos e as empresas de fachada, ofereciam a venda de equipamentos para reposição, alegando regularidade e origem lícita dos produtos. As investigações comprovaram que os itens comercializados eram, na verdade, os mesmos aparelhos furtados anteriormente pelo grupo.
Durante as entregas, os criminosos se aproveitavam do acesso às propriedades para observar a rotina, os sistemas de segurança e os pontos de entrada das fazendas. Dias depois, retornavam ao local e realizavam novos furtos, subtraindo novamente os equipamentos recém-vendidos, o que resultava em prejuízo financeiro em dobro para os produtores rurais.
Além desse ciclo criminoso, os investigados também são suspeitos de atrair vítimas para emboscadas, sob a falsa promessa de devolução dos bens furtados mediante o pagamento de um suposto “resgate”. Em alguns desses casos, as ações evoluíam para roubos com o uso de armas de fogo, elevando o grau de violência e risco às vítimas.
A Polícia Civil estima que apenas uma das vítimas acompanhadas no inquérito tenha sofrido um prejuízo superior a R$ 1,9 milhão. Os investigados foram encaminhados às unidades policiais responsáveis, e todo o material apreendido passará por análise técnica para aprofundamento das investigações e possível identificação de outras vítimas e envolvidos no esquema criminoso.
Fonte: Informações Mais Goias