

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou alta de 0,14% em junho e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador é considerado um dos principais parâmetros para o reajuste salarial de diversas categorias profissionais e também serve de referência para a atualização de benefícios previdenciários e trabalhistas.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, os produtos alimentícios apresentaram deflação no mês, com queda média de 0,29% nos preços. Já o grupo dos produtos não alimentícios registrou alta de 0,28%, contribuindo para o resultado positivo do índice.
Também nesta sexta-feira, o IBGE informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — considerado a inflação oficial do país — ficou em 0,16% em junho, acumulando 4,64% nos últimos 12 meses.
Diferenças entre INPC e IPCA
Embora ambos sejam calculados pelo IBGE e acompanhem a evolução dos preços ao consumidor, o INPC e o IPCA possuem metodologias e públicos distintos.
O INPC mede a inflação das famílias com renda mensal de um a cinco salários mínimos, enquanto o IPCA contempla famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo nacional é de R$ 1.621.
Outra diferença está no peso atribuído aos grupos de despesas. No INPC, os alimentos representam aproximadamente 25% da composição do índice, percentual superior ao do IPCA, onde esse grupo responde por cerca de 21%. Isso ocorre porque famílias de menor renda destinam uma parcela maior do orçamento à alimentação. Em contrapartida, despesas como passagens aéreas têm menor impacto no INPC do que no IPCA.

O INPC considera os preços de 367 produtos e serviços, conhecidos como subitens, dez a menos do que os pesquisados para o cálculo do IPCA.
Segundo o IBGE, o principal objetivo do INPC é "corrigir o poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada de menor rendimento".
Impacto nos salários e benefícios
O INPC exerce influência direta na renda de milhões de brasileiros. O índice acumulado em 12 meses é amplamente utilizado nas negociações coletivas para definir reajustes salariais de diversas categorias profissionais.
Além disso, o indicador também serve de base para a atualização de benefícios sociais e previdenciários. O cálculo do reajuste anual do salário mínimo considera o INPC acumulado até novembro, enquanto benefícios como o seguro-desemprego, o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os benefícios previdenciários pagos acima do salário mínimo são corrigidos com base no índice acumulado até dezembro.
Abrangência da pesquisa
Para calcular o INPC, o IBGE realiza a coleta de preços em 16 localidades do país. O levantamento abrange as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além dos municípios de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Os dados refletem a variação dos preços de bens e serviços consumidos pelas famílias de menor renda e são considerados um importante termômetro do custo de vida da população brasileira.
Fonte: Informações Mais Goiás.