

SÃO LUÍS (AGÊNCIA BRASIL) – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, na sexta-feira (30), a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de fevereiro. Com a decisão, os consumidores de energia elétrica não terão cobrança adicional na conta de luz.
De acordo com a Aneel, o cenário hidrológico apresentou melhora significativa ao longo do mês de janeiro. “De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro em relação à primeira quinzena do mês, proporcionando a recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras”, informou a agência reguladora em nota.
Segundo o calendário divulgado pela Aneel, a definição da bandeira tarifária a ser aplicada no mês de março será anunciada no dia 27 de fevereiro.
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica no país. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto custa para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia consumida em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias.

Mensalmente, as condições de operação do sistema elétrico são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a estratégia mais adequada de geração para atender à demanda e estima os custos que podem ser repassados por meio das bandeiras tarifárias.
As cores das bandeiras são determinadas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a bandeira verde está em vigor, não há acréscimo na conta de luz. Já nas bandeiras amarela e vermelha, ocorre cobrança adicional a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Anualmente, ao final do período úmido, geralmente em abril, a Aneel define os valores das bandeiras tarifárias que serão aplicados no ciclo seguinte.
Atualmente, os acréscimos são os seguintes: na bandeira amarela, que indica condições menos favoráveis de geração, há um adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Na bandeira vermelha patamar 1, quando os custos de geração são mais elevados, o acréscimo é de R$ 4,46 por 100 kWh.
Já na bandeira vermelha patamar 2, que representa as condições mais desfavoráveis de geração de energia, o consumidor paga um adicional de R$ 7,87 para cada 100 kWh consumidos.
Fonte: Informações Mais Goias